Você já deve ter ouvido algo sobre ETFs nos últimos anos. Os Exchange Traded Funds são fundos que replicam índices. A gestão é passiva, isto é, ao invés de buscar ultrapassar um benchmark (CDI, Ibovespa, IMA-B, S&P 500), busca somente acompanha-lo.
É uma opção fácil, rápida e com baixos custos para ter exposição a determinada classe de ativos, mercado ou indústria específica. Investindo, por exemplo, em um ETF de S&P 500, o investidor terá em seu portfólio exposição às 500 principais empresas da bolsa americana. Simples e sem complexidade. Existem ETFs de todo tipo: Renda Variável, Renda Fixa, Alternativos, Temáticos, Setoriais, etc.
Para quem desejava investir lá fora, os ETFs norte-americanos acabavam sendo o principal instrumento na maioria das plataformas. Porém, há algumas desvantagens:
1. Estate Tax
O imposto estadual sobre heranças pode chegar, em alguns casos, a 40%. Pensando em termos de Planejamento Sucessório, a tributação pode tornar inviável a passagem de Patrimônio;
2. Tributação de Dividendos
Quando o investidor recebe dividendos, a tributação fica em torno de 30% sobre o ganho de capital, o que impede a multiplicação através do diferimento fiscal;
3. Sem acumulação
Os ETFs norte-americanos costumam ter pagamento de dividendo mensal, o que exige o reinvestimento constante. Sem isso, o valor pode ficar parado em conta como detrator de performance.
A novidade: os UCITS ETFs
Os UCITS, “ETFs Irlandeses”, despontam como uma opção mais favorável. Domiciliados na Irlanda ou em Luxemburgo, estão sujeitos a outro paradigma regulatório, mesmo replicando as carteiras dos principais ETFs dos EUA. Os principais benefícios são:
– Ausência de Estate Tax
Não há tributação sobre sucessão do Patrimônio, sendo o repasse efetuado sem o imposto sobre heranças.
– Tributação de Dividendos menor
Ao invés dos 30% sobre o lucro, há a retenção bem menor de 15%.
– ETFs de Acumulação
Há opção sem o pagamento mensal de dividendo, o que possibilita maior acumulação via deferimento fiscal.